10.05.2018

Estudo de caso – Insubiota: como estudantes da Unesp ganharam visibilidade internacional com sua pesquisa.

No início de 2017, o grupo de pesquisa SynBio Araraquara, composto por estudantes de graduação dos cursos de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e Farmácia-Bioquímica, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp, iniciou a pesquisa para construção de um probiótico geneticamente modificado para a produção de insulina diretamente no intestino do paciente diabético, dentro dos laboratórios da Universidade.

O objetivo foi desenvolver um tratamento alternativo para diabetes por meio da Biologia Sintética, que pudesse gerar um grande impacto na vida das pessoas e apresentá-lo na Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Engenhadas (iGEM), organizada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.

O projeto está em fase inicial, e desde o ínicio vários obstáculos técnicos para o desenvolvimento precisavam ser transpostos e alguns ainda precisam ser superados. Assim, os pesquisadores participaram da rodada INTERFARMA, do BioStartup Lab, com a intenção de desenvolverem habilidades empreendedoras e conhecimentos sobre aspectos legais e regulatórios, e se conectarem com o mercado farmacêutico e com potenciais parceiros.

O projeto de pesquisa foi apresentado com o nome de iGEM Unesp AQA, na cidade de Boston (USA), em novembro de 2017, e premiado com a medalha de ouro. Por estar em fase inicial de desenvolvimento e ter caráter extremamente inovador, o projeto ainda necessita de muitas provas de funcionamento e otimizações. No entanto, é exatamente esta capacidade de inovar que foi reconhecida na competição. (Saiba mais aqui)

A Insubiota ganhou destaque nacional e internacional com a pesquisa e continua o desenvolvimento da tecnologia.

Confira a reportagem feita pelo Jornal Nacional, da rede Globo.

Sobre o projeto

A Insubiota propõe o desenvolvimento de um microrganismo geneticamente modificado, não-patogênico, que seja capaz de instalar-se no intestino, produzir insulina e secretá-la de maneira apropriada para ser absorvida.

A produção e secreção de insulina pelo microrganismo será controlada pelos níveis de glicose no organismo de modo que seja produzida a quantidade necessária de insulina para responder à necessidade do paciente. A administração desse microrganismo será realizada por meio de um alimento probiótico, permitindo assim que ele se instale na microbiota intestinal.

Os pesquisadores pretendem desenvolver um microrganismo que possa conviver em harmonia com a microbiota intestinal, mesmo que seja necessária a ingestão periódica deste. A ideia é que seja um tratamento alternativo para diabetes, em especial do tipo 1, que não seja invasivo como as injeções de insulina subcutâneas utilizadas atualmente.

iGEM – A maior competição de biologia sintética do mundo

A Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Modificadas (iGEM) é uma competição de ciência promovida anualmente pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) nos EUA, desde 2004, no qual equipes de estudantes do mundo inteiro desenvolvem e apresentam projetos inovadores que promovem o avanço da ciência e ao mesmo tempo resolvem problemas enfrentados pela sociedade.

Em 10 anos de existência, o iGEM já contou com a participação de mais de 23.000 estudantes do mundo todo, que tiveram a oportunidade de se engajar em projetos científicos revolucionários.

www.igem.org

Insubiota no BioStartup Lab

 

Confira aqui o Pitch Paper da equipe.

“Pra mim o BSL ajudou muito a ver as coisas por uma ótica diferente, pensar nas partes interessadas da pesquisa que desenvolvemos e saber como levar essa ideia da academia pra um outro universo onde o que importa de verdade são os resultados e o retorno financeiro que essa ideia vai gerar.” Nathan Ribeiro, co-fundador da Insubiota.”

Confira o vídeo da startups Insubiota durante o BSL INTERFARMA.

Também tem uma pesquisa e quer aplicá-la? Confira o artigo “GAVETA? Trabalhei e é esse o destino da minha pesquisa de biotec?”