03.11.2016

BioStartup Lab promove competição de pitches durante a BIO Latin America 2016

A BIO Latin America Conference é organizada todos anos pela Biominas Brasil e pela maior associação de empresas de biotecnologia do mundo, a Biotechnology Innovation Organization, (a BIO). Trata-se do principal evento para a promoção de negócios e parcerias no setor de ciências da vida na América Latina e de um evento oficial da BIO que também organiza anualmente edições semelhantes na Ásia e na Europa, além de seu maior evento nos Estados Unidos.

Este ano, a BIO Latin America aconteceu em São Paulo e além da sua tradicional programação que traz reuniões de negócios, painéis com discussões e com a presença de personalidades importantes do setor de ciências da vida e atividades de networking (como almoços, cafés e coquetéis), a Conferência trouxe espaço de destaque para as startups por meio do ARENA, uma competição de pitches promovida pelo BioStartup Lab.

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A proposta do ARENA foi trazer a energia das startups para o evento provocando um contraste que teve como resultados principais a conexão entre novos empreendedores, investidores e grandes empresas e a criação de alternativas para que a inovação em áreas como a saúde e o agronegócio aconteça de maneira mais rápida.

Foram selecionadas oito startups sendo que quatro delas participaram de uma das duas rodadas anteriores de pré-aceleração do BioStartup Lab – Nanobiotec (vencedora da segunda rodada), Nanomark, Leishnano e Hakkuna – e as outras quatro – Carenet, Pluricell, Anestech e Canguru – recebem o apoio e estão sendo aceleradas por iniciativas parceiras como o Hospital Albert Einstein e a Wayra, aceleradora da Telefônica.

Em dois rounds, cada startup fez a sua apresentação em formato de picth e respondeu perguntas de investidores. As quatros startups mais bem colocadas no ranking passaram para a etapa final onde receberam pontos bônus de representantes de grandes empresas. Ao todo, a banca de avaliadores foi composta por representantes de cinco fundos de investimentos – INSEED, Fundo Pitanga, Vox Capital, Gávea Angels e Harvard Business Angels – e de cinco grandes empresas – BRF Foods, Ourofino, Roche, Grupo Fleury e Abbott.

Para o coordenador de empreendedorismo da Biominas Brasil, Rafael Silva, “reunir uma banca com tantos nomes de peso, foi sem dúvida, a sinalização mais clara sobre os rumos da inovação no setor de ciências da vida e da direção das próximas rodadas do BioStartup Lab, pois refletiu o momento atual em que grandes empresas cada vez mais estão buscando nas startups novas formas de inovar mais rapidamente enquanto os investidores veem neste tipo de conexão uma nova forma de diminuir seus riscos”. 

A vencedora que ganhou a chance de ir para a BIO Convention em San Diego nos Estados Unidos foi a Nanomark que produz um nanocomposto que permite a separação de DNA puro com grande rapidez. Esta startup participou da primeira rodada do BioStartup Lab e, hoje, é uma das empresas incubadas e residentes na HABITAT, incubadora de empresas gerida pela Biominas Brasil. O BioStartup Lab teve um papel crucial na trajetória da Nanomark, pois a gente conta com um time que equilibra tanto conhecimento científico quanto gerencial e o programa valeu para fazer com que a gente falasse a mesma língua e conectar estes dois mundos tão distantes um do outro, que é um mundo técnico e o de negócios”.

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Para Gabriel Perez, do Fundo Pitanga, “o que chama a atenção no BioStartup Lab é que em meio a tantos programas de startups, ele se destaca por trazer startups de ciência, o que ainda é muito raro no Brasil e o ARENA propôs algo inusitado colocando estas startups de frente para investidores e grandes empresas, tudo em um mesmo ambiente, gerando avaliações e feedbacks importantíssimos para o crescimento delas”. Já Lindália Junqueira, do Gávea Angels, comentou que era a sua primeira vez participando de uma banca com startups de base científica, “foi muito bom e inesperado. Nós estamos diante de um trabalho muito importante que vem sendo executado pela Biominas”.