20.06.2016

Vai se candidatar para o BioStartup Lab?

Saiba onde estão e o que está acontecendo com as startups que passaram pela 1ª Rodada

Próximo de completar seis meses desde o início da 1ª Rodada de pré-aceleração, a trajetória das startups que passaram pelo BioStartup Lab tem sido marcada pelo bom desempenho em processos de seleção para a participação em outros programas mais avançados. Até o momento, 11 iniciativas já apoiam ou selecionaram 14 das 21 startups já impulsionadas.

A 1ª Rodada do BioStartup Lab começou na última semana de janeiro e terminou no dia 15 de abril de 2016, quando aconteceu o DemoDay, totalizando 12 semanas de duração. Foram mais de 500 empreendedores inscritos de seis países diferentes e foram selecionadas 21 equipes/startups que durante esse período conviveram em um mesmo escritório compartilhado participando pela intensa metodologia do programa composta por séries de treinamentos, workshops, mentorias, suporte especializado em assuntos técnicos e de negócio e conexão com grandes empresas e investidores. Tudo em busca de construir e validar a melhor estratégia para executar o processo de transformação de suas ideias, projetos ou pesquisas em novas soluções para as áreas de saúde humana, digital health, agronegócio e meio ambiente.

Ainda durante a 1ª Rodada, o Movimento 100 Open Startups, já havia considerado a startup AS31, oriunda de pesquisa realizada na Universidade Federal de Ouro Preto, como uma das 100 startups brasileiras mais atraentes de 2016. A startup propõe uma embalagem inteligente para monitorar e manter a qualidade de alimentos dentro da cadeia do frango.

MARCELLA AS31

Também durante a rodada, outras startups alcançaram bons resultados em processos seletivos de outros programas. A startup Eye Signal que desenvolve um mouse controlado pelo movimento dos olhos para pacientes com dificuldades motoras e a startup Arkmeds que já comercializa um software e sensores que auxiliam hospitais a agilizar e tornar mais eficiente a gestão de manutenções corretivas em equipamentos foram duas das 60 finalistas na seleção para o 3º Rodada do SEED, programa de aceleração do Governo de Minas, que recebeu mais 1500 inscrições vindas de 48 países. A Arkmeds acabou ficando entre as 40 que garantiram a vaga no programa que começou no último dia 14 de junho.

eyesignal

Falando em programas de aceleração, a startup vencedora da Rodada, a Fófuuu, passou a ser acelerada pela GroWbio, uma aceleradora especializada em ciências da vida criada recentemente pela Biominas Brasil. A Fófuuu desenvolve e oferece jogos digitais que auxiliam no engajamento de crianças na realização de exercícios para o tratamento fonoaudiólogo. Além da Fófuuu, a startup Hakkuna, que explora novas fontes de proteínas, tais como insetos, para a produção de alimentos proteicos e a startup Bchem, que já comercializa um miniusina para a produção de biodiesel a partir de óleos residuais de baixa qualidade (como o óleo de cozinha) também foram convidadas e estão sendo aceleradas pela GroWbio. A aceleradora da Biominas Brasil atua no business development de startups em estágio de crescimento, buscando formar elos estratégicos com grandes empresas e investidores.

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Já a startup Skyll, foi selecionada pelo programa de aceleração da Telefônica, o Open Future. A startup está desenvolvendo um equipamento utilizado para obter e tratar parâmetros do desempenho de atletas durante a atividade aquática.

As startups do BioStartup Lab também têm se mostrado competitivas ao ser selecionadas ou avançado nas etapas de seleção de cinco incubadoras diferentes. A startup Imunotera, que está desenvolvendo um produto imunoterapêutico capaz de controlar o crescimento de tumores induzidos pelo HPV foi selecionada e já faz parte da Incubadora CIETEC da USP, onde também está sendo incubada a startup Biofusion que produz um aditivo químico para uso em óleo combustível pesado a fim de aumentar a eficiência energética e a redução de poluentes. A startup Leishnano que propõem um nanofármaco para o tratamento da Leishmaniose Cutânea está em vias de integrar o programa de incubação da Coppe/UFRJ, a AS31 está formalizando a abertura da sua empresa na Incubadora da UFOP, o Incultec e a startup Nanomark, que já comercializa um nanocomposto para separação de DNA puro com grande rapidez, já foi aprovada em etapas do processo de seleção da Incubadora HABITAT, que é gerida pela Biominas Brasil. Já a startup Latri, que desenvolve inibidores para o tratamento eficaz da Doença de Chagas, e o aplicativo Pesa Fácil, que já permite a pesagem do gado vivo a partir de fotos, estão na última fase para entrar para a Incubadora CIAEM na Universidade Federal de Uberaba.

IMG_9548No Inovativa Brasil, programa de aceleração do Governo Federal, as startups do BioStartup Lab também marcaram presença e fizeram bonito. Cinco delas, todas oriundas de pesquisas científicas, foram selecionadas: AS31, Leishnano, Bchem, Imunotera e a startup Oncotag, que desenvolveu técnica para construir um painel molecular de pacientes oncológicos a fim de aumentar a resposta ao tratamento da quimioterapia.

EQUIPE LEISH NANO

Por fim, a startup Fófuuu foi selecionada e participou do Accelerator Day, um evento em que algumas startups são selecionadas para fazer seu pitch para um conjunto de aceleradoras, buscando novas oportunidades.

fofuuu

Outros resultados: startups acumulam mais R$ 1 milhão em vendas realizadas ou negociadas

O bom desempenho das startups em processos de seleção e a continuidade de seu desenvolvimento em outros programas é, sem dúvida, uma dos principais resultados do BioStartup Lab que se propõe a catalisar o início e abrir caminhos e possibilidades mais assertivas para novos empreendedores que estão propondo soluções de grande impacto no setor de ciências da vida.

“Trabalhamos com resultados estão previstos pela metodologia e, com os recursos que temos disponíveis na Biominas, como conhecimento, networking e ferramentas, podemos exercer algum nível de controle, mas há resultados com os quais nós nos surpreendemos, pois não podemos prevê-los, até porque tem a ver com o potencial dos negócios que tentamos desvendá-lo e a capacidade dos empreendedores em absorver e colocar em prática tudo aquilo que é transmitimos por meio da nossa equipe e dos nossos mentores”, explica o coordenador do BioStartup Lab, Rafael Silva. O “nosso propósito maior é que o BioStartup Lab seja um programa com foco em aprendizados, aprendizados que deixarão os empreendedores preparados para aproveitar as oportunidades quando elas aparecem, tanto oportunidades para resultados finalísticos, como a o início da comercialização das suas soluções, como também resultados intermediários”, completa.

Pode se dizer que as startups da primeira turma do BioStartup Lab atingiram ambos os resultados. O empreendedor da Arkmeds, Thiago Bajur, por exemplo comenta que “durante  o programa, nossas vendas aumentaram em 50%”, além disso, a Arkmeds e outras 3 startups conseguiram realizar ou negociar vendas que quando acumuladas, formam um montante de mais de R$ 1 milhão

arkmeds

Todos esses resultados constituem estímulo importante para quem está pensando em começar e até mesmo a se candidatar para o BioStartup Lab, que está com inscrições abertas até o dia 26/06 e irá selecionar uma nova turma de mais 20 startups/equipes para a sua 2ª Rodada. E se estes foram resultados apenas da primeira turma e, então, pouco tempo, resta, então, ter as melhores expectativas para o que há de vir daqui para frente.

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